quase um ano de renascimento criativo. O que Aliança rubra me ensinou?

Quase um ano de renascimento criativo, e muita coisa eu aprendi dentro destes onze meses.

Amadureci como autora, como pessoa, e sim! Continuo perdidamente apaixonada por tudo que criei.

Hoje, porém, a paixão está mais acentuada. A chama ainda vive, queima, mas não incendeia sem controle como era nos dois primeiros meses de renascimento criativo.  

Aliança Rubra também amadureceu junto comigo. Ainda não está publicado, e hoje, através desta postagem, gostaria de te falar o que foi que aprendi depois de quase um ano de renascimento criativo, e como está o processo de revisão e publicação de Aliança Rubra em Meio às Sombras. 

Como todos bem sabem, vivi um intenso momento de renascimento criativo onde, no meio deste processo, nasceu um livro.

O rascunho foi escrito por completo do dia treze de fevereiro até o dia trinta e um de março de dois mil e vinte e cinco, e precisava finalmente entrar em processo de revisão.

Eu pensei que seria tudo fácil. Com a IA aí, era só pedir para ela revisar e tudo estaria pronto, lindo e publicável. Mas foi aí que um grande e profundo processo começou.

Estamos em janeiro de 2026, e nada de Aliança Rubra chegar ao mundo. Isso está acontecendo devido ao longo e profundo processo que eu e o livro estamos vivenciando.

Dentro deste período que para muitos pode parecer longo, mas que, para mim, Esther, Davi, Aliança Rubra inteira se tornou mais que necessário, o livro já passou por umas três ou quatro revisões, todas feitas por mim.

E não me julguem! Eu sei que o certo seria passar pelas mãos de um revisor profissional, mas infelizmente, os serviços editoriais não são acessíveis a todos, principalmente para uma autora independente, iniciante e com poucos recursos.

Tudo que eu tinha naquele momento e que ainda hoje continua sendo assim, é um sonho, um rascunho pronto, um coração, uma mente cheia de ideias e inteligência para aprender processos editoriais e formas de usar as ferramentas disponíveis como aliadas, não como muleta.

Pretendo, em um outro momento, trazer a minha opinião e posicionamento sobre o uso de IA na escrita. Aqui, nesta postagem, quero trazer apenas os aprendizados que obtive durante meu processo de revisão do meu primeiro livro escrito com intenção de publicação.

 

Primeira revisão, onde a IA matou minha voz

 

A primeira coisa que fiz em 04/2025 logo após terminar o livro, foi passar ele todo em uma IA.

Separei o texto em blocos e anexei, pedindo que ela fizesse a revisão gramatical e ortográfica do meu texto.

Ela reescreveu todo o texto e me entregou e, no primeiro momento, achei que estava ficando lindo, mas então... senti que havia algo errado.

Ao comparar com o meu original e depois de ler mais atentamente, percebi que a IA havia engessado tanto o texto que havia matado a Esther, a personagem principal e que narra toda a trajetória do livro.

Aquilo me frustrou e me desanimou um pouco, pois eu não sabia como eu iria reescrever o livro, tentando manter as correções, porém, resgatando a voz da personagem que a primeira IA havia matado.

Se você me perguntasse como eu percebi que a ferramenta havia matado a voz da minha protagonista, eu não vou saber te explicar ao certo. Eu apenas conhecia a minha própria voz, e sentia que o texto, certinho de forma exagerada havia tirado algo que, mais tarde, fui entender que era a essência da voz original do livro que a IA havia matado.

Mas, e agora? E para resgatar?

Em um primeiro momento, pensei que só estava estranhando porque era a primeira vez que eu tinha um texto meu revisado, e por ser leiga em questões de gramática, ortografia, norma culta em geral, pensei que estava tudo certo e que era assim mesmo, embora algo dentro de mim não aceitasse essa sentença.

 

Reescrita com outra IA

revisado x original


Depois da frustração pela primeira revisão ter matado a voz da minha protagonista com modos tão formais que ela não falaria de forma alguma, tive uma ideia para tentar consertar isso. Na minha cabeça, de novo, acreditei que seria fácil e que logo eu publicaria o livro, nem que fosse em dezembro de 2025.

Peguei o manuscrito original, o texto já revisado, e falava para a IA assim:

Leia o texto original (colava o texto) e o revisado (mandava o revisado) e reescreva tentando resgatar a voz do original, mantendo as correções ortográficas do já corrigido.

Todos os dias era o mesmo prompt. Cansativo também. Mas comecei a gostar do resultado.

No meio desse processo, comecei a assistir vídeos sobre escrita criativa, onde comecei a aprender sobre ritmo, pausas, fui aprendendo finalmente o que era o tal do texto fluido que ninguém explica direito o que é.

Comecei eu mesma a perceber no texto o que deveria ser mais solto, onde eu podia quebrar frases e, quando percebi, estava reescrevendo o livro de novo.

 

Percepção de furos de enredo e adição de cenas novas

 

Nesse ponto, já estávamos no meio do ano. Minha mentalidade já havia desenvolvido bastante, o que me fez perceber alguns furos de enredo que eu precisava consertar, cenas que eu precisava aprofundar. Eu apenas segui minha intuição, e fiz. E tomei uma segunda decisão quase que inconscientemente: eu não estava usando mais a IA. Eu estava finalmente, reescrevendo o texto, melhorando o ritmo, e reajustando cenas que eu sentia que precisava de mais impacto sozinha.

Decidi que só usaria a IA ao final, quando eu decidisse tudo que eu iria retirar, mudar, adicionar. Decidi também que ela não reescreveria nada para mim, apenas funcionaria como revisora técnica, me indicando o que estava errado.

Além de isso ser bom, eu ainda poderia aprender no processo, e é o que venho fazendo até então.

 

Reta final da revisão

 

Em outubro de 2025, cheguei no capítulo 40. Faltavam dois capítulos e eu poderia publicar em dezembro, se tudo ocorresse bem, mas ainda havia algumas mudanças: como eu havia juntado alguns capítulos, o livro não teria mais 42 capítulos, e sim, um pouco menos.

Fui ajustando, e descobri que meu livro terá, em média, 36 a 37 capítulos.

A cada passo que dava, sentia que estava mais perto de realizar meu sonho antigo de ser uma autora publicada, e estou.

Alguns contratempos que tive atrasaram a revisão, mas agora eu retomei, voltando a sentir cada vez mais, a sensação de que estou cruzando a linha de chegada.

E justamente aqui, nesse ponto, onde eu já me cobrei tanto por ainda não ter publicado, por ter sentido em muitos momentos que estava atrasada, que tive algumas reflexões profundas e libertadoras sobre todo o processo que vivenciei com meu livro.

  • Publicar em 2025 era ansiedade. Publicar em 2026 é sabedoria

Quando entendi isso, meu coração relaxou em uma paz que a um tempo ele não encontrava.  Quando senti que o ano estava acabando e que havia muita coisa para fazer no livro, eu pensei: caramba, não foi dessa vez. Mas ano que vem sai.

Mas não era procrastinação. Era um misto de frustração misturado com alívio e certeza de que o livro sairia, mas que ainda não era a hora.

De repente, me vi dando graças a Deus por ter ouvido a voz da razão e da intuição, quando me disseram que algo não estava certo com a voz da protagonista.

  • Não perdi tempo. Tudo foi aprendizado

Entender isso me salvou de mais uma armadilha. Em nenhum momento eu estava enrolada. Eu estava aprendendo, amadurecendo junto com o livro, que saiu de um manuscrito cru para literatura de verdade.

  • Com outros livros será diferente

Durante todo este processo, amadurecemos. Eu como autora, Aliança Rubra como obra.  Tenho certeza de que, os próximos livros que eu lançar, farei com mais fluidez, pois, durante o processo, eu acabei criando um método de revisão que aplico, tanto em textos para publicar, como em textos para o YouTube.

 

Conclusão

 

Nada é perdido. Nunca se perde tempo quando houve aprendizado no processo. Descobri que, publicar Aliança Rubra em 2025 era apenas um desejo, não a decisão correta.

Entregar um livro maduro ao mundo me poupará de arrependimento amargo depois.

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Lá eu narro histórias autorais, uma chance gratuita e divertida de se familiarizar com meu universo!

Obrigada por ler!

 


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